11/02/2019

Entenda 7 regras do consórcio imobiliário que merecem atenção

Como realizar o sonho da casa própria ou aumentar o patrimônio? Antes, a primeira solução de pagamento cogitada era o financiamento. O grande empecilho desse modelo é a burocracia envolvida e a perda com os juros. Por isso, alternativas mais práticas e simples vêm conquistando a atenção, como os grupos de consorciados.

Quer entender as regras do consórcio imobiliário e tirar as suas dúvidas antes de fechar contrato? Então, não deixe de continuar a leitura!

O que é um consórcio?

Um consórcio é um grupo — pessoas físicas ou jurídicas — com objetivos particulares em comum para a compra de um bem móvel, imóvel ou serviço. A negociação é viabilizada por uma administradora que oferece cotas para formar uma poupança coletiva. O crédito é cedido a cada um dos participantes tirando dinheiro do fundo criado, a partir de sorteios em períodos preestabelecidos.

Por que essa modalidade de negócio vale a pena?

São muitas as vantagens em se tornar um consorciado. Essa é a solução perfeita para quem não tem o hábito ou nível de organização financeira para criar e manter um pé-de-meia para adquirir bens ou serviços, principalmente aqueles de valor elevado (casa, terreno, casamento, viagem, etc).

Outra questão que faz com que os consórcios sejam uma boa possibilidade é que, no momento em que você é sorteado para a contemplação, recebe uma carta de crédito que funciona como uma compra à vista. Dessa forma, seu poder de negociação fica bem maior para conseguir eventuais benefícios com o vendedor, como descontos no valor final pago.

Vale lembrar que, se não há pressa em fechar negócio (ou está fazendo um investimento para o futuro), essa modalidade de parcelamento é ideal, pois não há como prever quando você será contemplado. Porém, se surgir uma boa oportunidade no mercado, pode antecipar as parcelas — voltaremos ao assunto adiante — sob a forma de lance para ser contemplado.

Quais são as principais regras do consórcio imobiliário?

O melhor negócio é aquele simples e justo para todos os envolvidos. As regras do consórcio imobiliário servem para organizar os procedimentos, deixando claro direitos e deveres dos integrantes do grupo e da administradora. Abaixo, separamos as principais para você conhecer.

1. A administradora precisa ser autorizada

Os consórcios têm uma legislação própria, definida pelo Banco Central (BC). Um dos pontos principais diz respeito à administração. Apenas empresas autorizadas pela instituição podem abrir e administrar grupos.

Para conseguir a permissão de operação, elas devem cumprir uma série de exigências. Ademais, o BC fiscaliza a atuação das administradoras, garantindo sua segurança na participação. O ideal é consultar, além da permissão para funcionamento, a idoneidade da empresa nos órgãos de defesa do consumidor.

2. Atrasos nos pagamentos podem gerar cancelamento

Outra importante regra do consórcio imobiliário diz respeito à inadimplência. Por ser uma poupança coletiva, atrasos ou o não pagamento de mensalidades interfere diretamente sobre as contemplações e no próprio funcionamento do grupo.

Por isso, entre as taxas da operação existe um valor reservado para a criação de um fundo. Mas, ainda assim, não cumprir o compromisso financeiro assumido tem as suas consequências.

Somados aos encargos na hora de quitar o montante devido, atrasos em uma parcela impedem o consorciado de participar dos lances e sorteios nas assembleias. Se a situação não for corrigida, depois de duas mensalidades em aberto, a cota pode ser cancelada e excluída do grupo.

Portanto, havendo algum problema, comunique-se com a administradora o mais rápido possível para negociar o saldo devedor e ajustá-lo conforme a necessidade, evitando perda na participação do negócio.

3. As parcelas podem ser adiantadas

O adiantamento de parcelas é uma forma de aumentar as chances de receber o prêmio em uma assembleia, conhecido como lance.

Os lances podem ser feitos, basicamente, de duas formas:

  • lance fixo: a administradora define o valor a ser ofertado;
  • lance livre: os participantes fazem ofertas, sem limite de valor, sendo o maior o vencedor.

Em caso de empate, em ambos os casos, são usados outros métodos para definir o vencedor, como o sorteio.

Uma dica importante: confira sempre o contrato e tire todas as dúvidas antes de ofertar seu lance para ter a certeza de que essa é a melhor forma de agir.

4. Parte do valor da carta de crédito pode ser usada para despesas especiais

A compra de um imóvel envolve algumas despesas extras, entre documentos, certidões e impostos (como o ITBI). Levando em consideração esses gastos, é possível destinar até 10% do valor da carta de crédito obtida para quitá-los (confira sempre o contrato para analisar condições específicas).

Assim, você evita ter que contrair uma dívida para conseguir finalizar a aquisição da casa ou do apartamento desejado.

5. É permitido o uso do saldo do FGTS

O uso do FGTS (Fundo de Garantia sobre Tempo de Serviço) para a compra de um imóvel já é um procedimento bastante comum. O que algumas pessoas não sabem é que esse saldo pode ser igualmente usado num consórcio.

São três as possibilidades. A primeira é para quitar parcelas. A segunda, para ofertar lances — conforme visto no item 3. Por fim, o FGTS é uma forma de aumentar o seu poder de compra, integrando o valor à carta de crédito.

6. O dinheiro investido pode ser retirado

Já dissemos que o consórcio tem como finalidade a aquisição de um bem ou serviço. Mas o que fazer quando você é sorteado, porém não encontrou nenhum imóvel que atenda os seus desejos e necessidades? Nesse caso o montante investido pode ser sacado após 60 dias do encerramento do grupo ou de forma antecipada, se o cotista quitar integralmente sua cota. 


No caso de consorciado desistente (que interrompeu os pagamentos das parcelas mensais, tendo sua cota cancelada), o valor investido pode ser retornado mediante sorteios mensais ou após 120 dias do encerramento do grupo.

7. É possível entrar em um consórcio que já começou

Essa é uma das regras do consórcio imobiliário mais interessantes da nossa lista — e uma das dúvidas mais comuns entre os interessados em se tornar um consorciado. É, sim, possível entrar num grupo depois do início das suas atividades.

São duas as formas de conseguir a sua cota: comprando de um participante ou diretamente da administradora.

É importante mencionar que, no primeiro caso, o comprador se torna responsável pelo pagamento de ágio (caso seja cobrado pelo vendedor) e pelas obrigações originais já assumidas. Somado a isso, a transferência da cota precisa ser aprovada pela administradora.

Já no segundo caso, o parcelamento do valor do consórcio será calculado a partir do prazo contratado. Então, se você integra um grupo a partir da décima mensalidade, as nove anteriores serão integradas às suas cotas.

Transparência e certeza, dois pontos norteadores fundamentais para realizar bons negócios e aproveitar as oportunidades para crescimento pessoal e financeiro. Portanto, nunca hesite em pesquisar, ler e perguntar tudo antes de bater o martelo e tomar a sua decisão.

Esperamos que nosso artigo com as principais regras do consórcio imobiliário ajudem você a compreender as vantagens, os deveres e os direitos dos consorciados.

Está em busca de oportunidades de aplicação e deseja apostar no mercado imobiliário? Confira agora nosso artigo sobre como usar o consórcio imobiliário para investimento!


 

 

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